O que você leva?

E se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias. (Caio Fernando Abreu)

Ao ler esta frase do Caio fiquei pensativo: O que ando levando comigo que não há necessidade?

Sentimentos vazios?

Pessoas vazias?

Situações que não nos levam a nada?

Tantas coisas… Sai para dar uma caminhada, por os pensamentos em ordem. Uma hora e meia pensando nisto e a conclusão que chego é complexa e simples: Sei que preciso limpar minha alma, vida e sentimento, mas falta coragem neste momento.

Não é simples, nem fácil desfazer-se daquilo que lutamos ou daquilo que levamos muito tempo para construir.

Percebo que aquelas situações, pessoas ou coisas que batalhei muito para conquistar são as mais difíceis de deixar. Um sentimento ridículo, eu sei. Mas, sinto, fazer o que?

Embora saiba o que tenho que fazer, preciso convencer este cabeçudo e cabeça dura do meu coração que sentir algo por alguém, situação ou coisa que não merece nem o meu olhar é bobagem…

Pobre coração… Ainda acredita nas pessoas…

Contudo, mesmo sonhador, mesmo sentimentalista, ainda pulsa nas veias o bom senso e a verdade, então, sentimento de ausência e situações/pessoas/coisas que deixaram de demonstrar o carinho necessário para cultivar qualquer sentimento: Sinto muito, mas de vocês deixo apenas a minha ausência a partir deste momento.

Assim como disse o Caio, levo pouca bagagem, pois preciso de muito espaço para guardar as pessoas que amo, curto, vivo nos momentos da minha vida.

O resto, é resto, simples assim.

 

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

Blog do Gustavo Rocha – PensarFazBem

gustavo@gestao.adv.br  |  (51) 8163.3333  |  www.blogdogustavorocha.com.br

Prefiro

Prefiro esbanjar emoções. Mesmo que doa. Mesmo que, um dia, eu possa me arrepender. Meus arrependimentos duram pouco, alguma coisa me cutuca e diz olha, que bom que você fez. Que bom que você teve coragem. Que bom que você sente. Que bom que você tenta. Tentar é se arriscar. E tudo na vida tem metade de chance de dar certo.
E a outra metade? De dar errado.
Mas não é poupando que você saberá.
(Clarissa Corrêa)

Penso como a Clarissa. Não é me poupando das emoções do dia a dia e da vida que irei crescer.

Não há crescimento sem dor. Podemos minimizar a dor aprendendo com os erros dos outros. Agora, nossos erros são nossos. Devemos com ele aprender e crescer.

Lembre-se disto!

 

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

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Não me rotule: Tenho fé.

Não me rotule: Tenho fé.

(escrito por Gustavo Rocha, inspirado no feriado de Corpus Christi)

 

Neste feriado muitas foram as manifestações de fé pelo Brasil inteiro, peregrinações, promessas, procissões, carreatas, enfim, muitas demonstrações de fé, embora, sinceramente, eu questione realmente se a maioria que ali estava sabia o que a fé era para si mesmo.

Não se preocupe, este texto não é uma defesa ferrenha de alguma religião. É apenas uma reflexão para este feriado frio…

Meu amigo e irmão camarada Pedro Lagomarcino me brindou através de um vídeo uma música que há muito tempo ouvi e ao rememorá-la hoje, quis dividir com vocês esta alegria. No final do texto há o link para ela.

Quando penso na fé e suas demonstrações, penso naquilo que acredito: Eu tenho fé em três coisas: Em Deus-Pai e no Amor, como sendo a representatividade de Deus-Pai aos corações humanos e no perdão, como sendo a maior forma de amor.

Acredito que sem estes três elementos estamos órfãos de fé. Você não precisa de uma religião para ser feliz. Você precisa ter fé. Você precisa agradecer, orar, pensar nas palavras de Deus, ditas pelo seu Filho Jesus, penso eu.

As religiões são maneiras de chegar até esta palavra, são a forma de compreender melhor a palavra, mas não são a única forma. Aliás, se assim acreditarmos, estamos ferrados, pois tem tanta religião no mundo, que é impossível todas estarem com a razão.

Acredito numa música do Padre Zezinho que diz: No peito eu levo uma cruz e no meu coração o que disse Jesus…

Não sou evangélico, muito menos católico, protestante ou quiçá curandeiro, sou eu, apenas eu, uma crença, uma vida, uma história. Das crenças, ou melhor, dogmas que creio, sou muito próximo de ser espírita. Mas, nem em todos os seus dogmas acredito. Dos dogmas que não acredito em qualquer religião é um Deus punitivo. Não consigo ver Deus-Pai como sendo alguém que se eu errar irá me punir, como alguns defendem que agir desta ou daquela forma irá fazer Deus zangado e Ele irá me deixar na pior. Aqui estamos pelo livre arbítrio. Aqui estamos para errar e acertar e tentar fazer o nosso melhor. Os caminhos que tenho irão fazer a minha vida. Não posso culpar outra pessoa senão eu mesmo pelos meus erros e acertos.

O amor e o perdão são instrumentos da verdade na terra. Quando livremente amamos (não este amor mundano, que somente pensa em sexo – que é bom, mas não é tudo – ou em possuir pessoas – que é um absurdo), nos libertamos para conhecermos melhor o prazer. O prazer de ver o sorriso da pessoa amada. O prazer de ver na felicidade de outra pessoa a nossa felicidade. O prazer de ver que alguém precisa de nós e nós podemos ser úteis a esta pessoa. Não por vaidade, não por retorno. Unicamente por ela ser importante e especial para nós.

Perdoar é a forma de amor maior. Poucas pessoas são capazes de perdoar.  A maioria prefere acusar. Prefere ferir, prefere ser o instrumento de prejuizo alheio, afinal, mais vale ser o bom, gostoso, o que diz que “sou maduro, por isto não me preocupo com outros” “ sou especial, então o resto que se f…” e por ai vai… Frases corriqueiras e muito comentadas e curtidas nos facebooks da vida…

Ao meu ver, pessoas que ainda precisam conhecer-se melhor. Eu não sou melhor que ninguém porque aprendi a me conhecer e posso ser mais feliz com menos. Não sou melhor que ninguém porque trabalhei muito e consegui o sucesso. Pelo contrário, o fato de me conhecer, de viver a jornada da vida do meu jeito me faz melhor para mim mesmo e nada mais.

Além disto, existem os rótulos: Você é evangelico ou espírita ou católico ou ainda batuqueiro… Eu proponho um outro rótulo: Eu sou de Deus-Pai e nada mais.

Acredito em Cristo e na Sua palavra.

Acredito nos mandamentos de Deus, mas exerço na minha vida um, em especial: Amai-vos um aos outros assim como Eu os amei.

Acredito que o Amor transforma, se for o amor que Deus-Pai nos ensinou.

Agora, quando me rotulam, estão dizendo em alto e bom tom: Você é aquilo ali ó e nada mais. Então, proponho um pensamento:

O que um evangélico/cristão/espirita tem de diferente de mim? Somos carne, osso, espírito/alma. Somos atitude e gestos em nossas vidas. A única diferença: Crença, mas não fé, pois fé eu tenho e crença, cada religião diverge um pouco.

Deus, Deus-Pai, Pai, GADU, não importa o nome. Importa o que Ele pode representar na tua vida.

Fica a reflexão, com esta bela música ao fundo:

http://www.youtube.com/watch?v=VzB8xC_CwH8

 

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

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