Verbalizar o amor

Um belíssimo texto de Leo Buscaglia se traduz muito em como penso (e ajo) em relação a quem amo.

Não fico aguardando uma data, um momento. Se ver algo que lembra alguém que precisa ou que gosto ou sei que aquela pessoa gosta, irei comprar, copiar, ler, dedicar, enfim, fazer daquele momento uma felicidade.

Seria tão mais belo o mundo se todos pudéssemos expressar nossas verdades assim…

Leia com atenção:

 

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A ARTE DO AMOR

Comunicação, a arte de falar um com o outro, dizer o que sentimos e pretendemos, falando com clareza, ouvir o que o outro fala, deixá-lo certo de que estamos ouvindo é, sem sombra de dúvida, a habilidade mais essencial para a criação e a manutenção de um relacionamento amoroso.

A afirmativa é de Leo Buscaglia, professor de uma Universidade da Califórnia.

Ele diz que o mais alto nível da comunicação é o não verbal. O que quer dizer: se você ama, mostre isto em atitudes. Faça coisas amorosas para o outro. Seja atencioso. Coloque os seus sentimentos na prática.

Faça aquela comida favorita. Mande flores. Lembre-se dos aniversários. Crie os seus próprios feriados de amor. Não espere pelo Dia dos Namorados.

E ele relaciona alguns pontos importantes para que uma relação a dois se aprofunde e se agigante, vencendo os dias, os meses e os anos.

Diga sempre ao outro que o ama, através de suas palavras, suas atitudes e seus gestos. Não pense que o seu par já sabe disso. Ele precisa desta afirmação.

Cumprimente sempre o seu amor pelos trabalhos bem feitos. Não o deprecie. Dê o seu apoio quando ele falhar. Pense que tudo o que ele faz por você, não o faz por obrigação. E estímulo e elogio asseguram que ele vai repetir a dose.

Quando você se sentir solitário, incompreendido, deixe-o saber. Ele se sentirá mais forte por reconhecer que tem forças para confortar você.

Afinal, os sentimentos, quando não externados, podem ser destrutivos. Lembre que, apesar de amá-lo, o outro ainda não pode ler a sua mente. Não se feche em si mesmo.

Expresse sentimentos e pensamentos de alegria. Eles dão vida ao relacionamento. É maravilhoso celebrar dias comuns, datas pessoais, como o primeiro encontro, o primeiro olhar, o dia da reconciliação depois de um breve desentendimento.

Dê presentes de amor sem motivo. Ouça a sua própria voz a falar de sua felicidade.

Diga ao seu amor que ele é uma pessoa especial. Não deprecie os sentimentos dele. O que ele sente ou vê é sua experiência pessoal, portanto, importante e real.

Abrace sempre. A comunicação de amor não verbal revitaliza a relação.

Respeite o silêncio do seu companheiro. Momentos de quietude também fazem parte das necessidades espirituais de cada um.

Finalmente, deixe que os outros saibam que você valoriza a quem ama, pois é bom partilhar as alegrias de um saudável relacionamento com os outros.

*   *   *

É possível que você esteja pensando que todas essas ideias não são realmente necessárias entre pessoas que se amam. Elas acontecem de forma espontânea.

Mas, nem tanto. Nem sempre. São esses vários aspectos da comunicação que constituem o alicerce de um relacionamento amoroso saudável. Eles também produzem os sons mais maravilhosos do mundo. Os sons do amor. Experimente!

Redação do Momento Espírita, com base no 
cap. 2 do livro Amando uns aos outros
de Leo Buscaglia, ed. Nova Era.
Em 02.06.2010.

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Como você age? Como você cultiva o amor por outras pessoas?

Pense nisto. Seus atos valem mais que mil palavras…

 

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

Blog do Gustavo Rocha – PensarFazBem

gustavo@gestao.adv.br  |  (51) 8163.3333  |  www.blogdogustavorocha.com.br

 

 

 

Um pouco de pensar sobre o amor

Separei três frases do Leo Buscaglia para deleite de vocês. Cada uma delas nos remonta a diversas ideias diferentes e diferenciadas. Faço comentários logo após de cada uma.

“Muito freqüentemente, nós subestimamos
o poder do carinho, de um sorriso,
uma palavra amável, um ombro amigo,
dar ouvidos, um elogio honesto,
ou o menor ato de dedicação,
pois todos têm o poder de transformar uma vida.”

Jamais subestime o poder que você pode ter sobre uma pessoa. Nunca sabemos ao certo o quanto impactamos na vida de alguém. O melhor é sempre respeitar e amar verdadeiramente cada pessoa que passa na sua vida.

“Não posso ser feliz quando mudo só para satisfazer o seu egoísmo. Nem posso me sentir contente quando você me critica por não ter seus pensamentos. Ou por ver como você vê. Você me chama de rebelde. No entanto, cada vez que rejeitei suas crenças você se rebelou contra as minhas. Não procuro moldar sua mente. Sei que você está se esforçando muito para ser só você. E não posso permitir que me diga o que ser… pois estou me concentrando em ser eu”.

Viva a sua vida, jamais a do outro. Para ser feliz, una a sua vida a da outra pessoa e não queira que a outra pessoa seja como você gostaria que ela fosse, afinal, nossas energias devem estar concentradas em sermos nós mesmos!

“Uma das mais seguras demonstrações de amor é compartilhar pensamentos e sentimentos. Amar é querer compreender o que a pessoa amada pensa, o que pensa de si mesma e do mundo em que vivemos. Onde as palavras falham, é reconfortante saber que existem muitos outros meios vitais e eloqüentes de nos comunicarmos.”

Repito: Sendo nós mesmos podemos mudar o mundo, mas a revolução começa em nós mesmos. Podemos amar outras pessoas, mas dependemos de amá-la com nossa independencia como um ser humano completo que pode amar outro.

Finalizo com uma frase de Carl Gustav Jung:

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Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror.

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Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

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A história de uma folha

Quando criança sempre gostei de ler e lia livros diferentes de outros adolescentes/aborrecentes: Eu lia Leo Buscaglia, Erich From, Roberto Shinyashiki, entre outros.

Divido com vocês o texto “A história de uma folha” escrito por Leo Buscaglia. Com atenção, vocês perceberão que é um lindo resumo de como a vida é na sua essência, valores que podemos e devemos ter/perceber.

A HISTÓRIA DE UMA FOLHA
LEO BUSCAGLIA

Era uma vez uma folha, que crescera muito. Surgira na primavera, como um pequeno broto num galho grande, perto do topo de uma árvore alta. A folha estava cercada por centenas de outras folhas , iguais a ela. Ou pelo menos parecia. Mas não demorou muito pra que descobrisse que não havia duas folhas iguais, apesar de estarem na mesma árvore.

Todas haviam crescido juntas. Aprenderam a dançar à brisa da primavera, a se esquentar ao sol de verão, a se lavar na chuva fresca…

Os passarinhos vinham pousar nos galhos e cantar, havia sol, lua, estrelas, tudo….
As pessoas íam ao parque, sentar à sombra da árvore, no verão. E esse é o propósito da árvore – uma razão para existir!

Tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão de existir. Proporcionar sombra aos velhinhos, oferecer um lugar fresco para as crianças brincarem. Abanar as folhas como brisa…

E assim o verão foi passando. A folha admirava tudo, olhava tudo…

E chegou o frio. A folha ficou assustada, nunca sentira frio, e todas as outras folhas estremeceram com o frio, ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol.

Foi a primeira geada… O inverno viria em breve.

Quase que imediatamente, toda a árvore se transformou num esplendor de cores. Quase não restava nenhuma folha verde. Amarelo, laranja intenso, vermelho ardente, dourada. Um arco íris de folhas!

E porque ficaram diferentes?

Por que tiveram experiências diferentes, receberam o sol de maneira diferente, projetaram sombras de maneira diferente. Era o outono chegando…

E a mesma brisa que, no passado as fazia dançar, começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada. Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa, reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo. E é isso que acontece no outono, algumas pessoas chamam de morrer…

E a cada folha que caía, a árvore ía ficando despida. Como se cada folha fosse morrendo… E elas voltam na outra primavera? Mistério… Talvez não, mas a vida volta. E qual a razão para tudo isso?

A razão das folhas é dar sombra, brisa… e quando caem, elas dão força para as árvores, como se entrassem em suas raízes. As folhas “voltam” dando vida novamente.

A folha caiu… não sabia que se juntaria com a água e serviria para tornar a árvore mais forte.

E, principalmente, não sabia, que ali, na árvore e no solo, já havia planos para novas folhas na primavera.

 

Desejo que a reflexão deste texto seja especial para vocês como é para mim, que recordo da primavera na casa da minha vó, lendo livros do Leo Buscaglia, pensando em como a vida poderia ser como uma folha de uma árvore que via pela janela…

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

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