Uma das melhores sensações é saber que alguém gosta de você

Uma das melhores sensações é saber que alguém gosta de você

Por Raquel Brito

Saber que alguém gosta de nós é uma das melhores sensações que podemos sentir. É reconfortante e energizante. Saber que alguém quer ver você e falar com você, que se interessa em saber como você está, que tem um interesse sincero baseado no verdadeiro apreço. Isso é maravilhoso.

Algumas vezes, quando parece que nada pode ficar pior, chega essa pessoa e nos resgata com uma ligação, uma carícia, ou um olhar. Outras vezes basta uma mensagem rápida ou um cumprimento caloroso que lembre que somos queridos para levantar nosso ânimo.

Saber que estamos presentes na mente de alguém que se preocupa conosco e que somos capazes de despertar emoções e sentimentos em alguém é o nosso melhor salva-vidas, uma bóia que, sem dúvida, arranca o nosso melhor sorriso.

O amor dos outros é um salva-vidas

Existe um trecho de um livro de Paul Auster, “O palácio da lua”, que define perfeitamente o que sentimos quando o amor dos outros nos resgata do poço no qual caímos e do qual não podemos sair:

“Naquele momento eu o ignorava, está evidente, mas sabendo o que agora sei, é impossível ignorar aqueles dias sem sentir uma onda de nostalgia dos meus amigos. De certa forma, isso altera a realidade do que experimentei.

Eu havia pulado da beira de um penhasco e bem quando eu estava quase tocando no fundo, aconteceu um fato extraordinário: fiquei sabendo que havia gente que gostava de mim. O fato de alguém gostar da gente dessa forma muda tudo.

Não diminui o terror da queda, mas dá uma nova perspectiva do que esse terror significa. Eu havia pulado da beira e então, no último instante, alguma coisa me pegou no ar. Esse algo é o que eu defino como amor.

É a única coisa que pode deter a queda de um homem, a única coisa poderosa o suficiente para invalidar a lei da gravidade.”

Como vemos nesta maravilhosa definição, o amor daqueles que nos rodeiam é o nosso salva-vidas, a bóia que nos mantém a salvo mesmo quando estamos nos afogando e parece que nada tem solução.

O amor sincero não conhece o egoísmo e os interesses
O interesse sincero de quem gosta de nós não conhece egoísmo. Isso é uma coisa que se sente nos pequenos detalhes, que nos enfeitiça e que nos mantém conectados com nosso mundo emocional e com os relacionamentos.

Um mundo no qual às vezes vivemos tão alheios que nos esquecemos de que, como já disse Maslow, não podemos cumprir certas necessidades ou expectativas se não possuirmos como parte da base o amor, a afiliação e o vínculo com aqueles que nos rodeiam.

Sejam quais forem as premissas que nos mantêm de pé, estamos mancos quando não sentimos que alguém se preocupa conosco. Portanto, quando não temos a presença de alguém que contribua para nos sentirmos queridos, nos sentimos tristes e abandonados.

As nossas referências, as pessoas para as quais somos importantes
Precisamos nos relacionar e alimentar as nossas raízes para continuar crescendo, para que dos nossos galhos brotem lindas folhas que simbolizam o amor, a saúde e a prosperidade. Para a nossa autoestima e para manter o bom humor é fundamental ter referências, pilares nos quais possamos nos apoiar em um momento ruim, ou colocar a roupa de gala para dançar sem guarda-chuva sob a chuva da alegria.

Que gostem da gente mesmo quando tivermos cometido uma falha, que nos pareça incrível que deixem de lado a escuridão, que conheçam a nossa versão mais imperfeita e que nos mantenham ao seu lado, que nos guardem, que nos cuidem, que nos dêem um suspiro.
Porque a construção de um relacionamento enriquecedor depende, em grande parte, de que as asas dos outros queiram voar ao nosso lado, e queiram cuidar da cumplicidade de um amor puro e sincero que não conhece egoísmo.

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA
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Abraços protegem contra estresse, depressão, infecções e gripes, diz estudo

Além de ser uma demonstração de afeto, o abraço também é capaz de prevenir doenças relacionadas ao estresse e diminuir a susceptibilidade de contrair infecções, segundo um novo estudo publicado nesta quarta-feira (17) na Psychological Science.

Um time de pesquisadores da CMU (Universidade Carnegie Mellon, sigla em inglês), em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), liderados pelo professor de psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da CMU Sheldon Cohen, testaram se abraços funcionam como uma forma de “apoio social” e se a frequência de abraço seria capaz de proteger as pessoas de infecções associadas ao estresse, resultando em sintomas mais brandos de doenças. Pesquisas anteriores já mostraram que o estresse torna as pessoas mais suscetíveis a ficarem doentes.

“Sabemos que pessoas que enfrentam algum conflito são menos capazes de lidar com efeitos da gripe”, afirma Cohen. “Da mesma forma sabemos que as pessoas que admitem ter apoio social são parcialmente protegidas dos efeitos do estresse, em estados de ansiedade e depressão”.

Os pesquisadores analisaram 404 adultos saudáveis e, por meio de entrevistas telefônicas realizadas em 14 noites consecutivas, verificaram a frequência de conflitos interpessoais e abraços diários.

Após os questionários, os pesquisadores expuseram intencionalmente os entrevistados ao vírus da gripe. Os participantes foram então colocados em quarentena e passaram a ser monitorados para ver quais desenvolveriam sinais da doença.

Um terço das pessoas pesquisadas não desenvolveu os sintomas da gripe — exatamente aqueles que receberam mais abraços e apoio de pessoas de confiança. Em quem foi infectado, mas tinha uma frequência maior de apoio social — como os cientistas chamaram o ato de abraçar no estudo –, os sintomas da doença foram mais brandos.

Para Sheldon Cohen e sua equipe, o estudo sugere que ser abraçado por uma pessoa de confiança pode atuar como um meio eficaz de transmitir apoio e “o aumento da frequência de abraços pode ser um meio eficaz de reduzir os efeitos nocivos do estresse”.

“De qualquer maneira, aqueles que ganham mais abraços estão, de alguma maneira, mais protegidos de infecções”, diz.
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As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos. Sejam sempre bem-vindos! Josie Conti

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O que eu desconheço, por Mario Sergio Cortella

Clarice Lispector, ucraniana que viveu no Brasil, foi uma das pessoas mais inteligentes na produção da literatura, da educação e da arte dentro da nossa história. Em um de seus textos, disse: “aquilo que eu ignoro é minha melhor parte”.

Aquilo que ainda não sei, aquilo que eu desconheço, é o melhor de mim. Não porque a ignorância precise ser elevada a um patamar superior, mas quando Clarice Lispector nos lembra isso, mostra que aquilo que eu ainda não sei é o meu território de renovação, de reinvenção, de crescimento, aquilo que me tira do “mesmo”, que me impede de ficar repetitivo.

O que eu ainda não sei revigora as possibilidades dos degraus futuros do conhecimento, à medida que alarga as minhas fronteiras de saber e indica um horizonte que pode ser vislumbrado e desejado.

Saber que não sabe muita coisa, saber que desconhece muita coisa ajuda a querer buscar esse conhecimento. E esse é um caminho que não termina, segue adiante na sua história, na sua formação, na sua educação permanente.

É necessário valorizar o que se desconhece, como lembrou Clarice Lispector.

Mario Sergio Cortella
(CORTELLA, Mario Sergio. O que eu desconheço. In: _____. Pensar bem nos faz bem!: 1.filosofia, religião, ciência e educação. São Paulo: Vozes/Ferraz & Cortella, 4. ed., 2014, p. 58.)

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