Dentro da vida de cada um de nós
(Escrito por Gustavo Rocha em 02 de Novembro de 2020)
Finados, dia dos fiéis defuntos, dia dos mortos,
Data fúnebre, para tantos triste,
Para este que escreve, data reflexiva,
Data de introspecção...
O que está morto em você?
Sentimentos?
Angústias?
Momentos?
A vida em cada sopro permite o seu renovar,
Entretanto viver para muitos é apenas estar,
Qual o sentido da vida,
Senão amar?
Amar no bojo da acepção da palavra,
Literalmente em todos os sentidos da mesma:
Carinho, atenção, sexo, desejo, volúpia, concupiscência...
Amar por completo, na sua absoluta beleza!
Entes queridos vão e vem,
São os elos da vida,
As ondas mar,
Os ciclos da lua;
Mesmo na dúvida da certeza de tudo isto,
Para onde vamos, de onde viemos,
Temos um questionamento indelével e inerente:
E quem ainda respira, vive como deveria?
Quem já passou pela vida fez o seu melhor,
Saudade? Muita, com certeza.
Contudo é na vida que resta a beleza,
É na vida que podemos demonstrar nossa destreza.
Sejamos exemplo de viver bem,
Seja no respeito, seja no amor próprio, seja no amor ao próximo,
Sejamos AMOR,
E, assim, sejamos nós a vida dentro da vida de cada um de nós.
Beijo grande no coração e amor de montão,
Desejos sinceros deste pretenso poeta,
Que espalha o seu amor de forma sincera,
Para que seja o início do amor entre nós nesta era!
https://pixabay.com/pt/photos/ampulheta-rel%C3%B3gio-tempo-de-prazo-1703330/

Envelhecer

Nada, jamais, substituirá um companheiro perdido.
Ninguém pode recriar velhos companheiros.
Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantas horas más vividas juntos, de tantas desavenças, de tantas reconciliações, de tantos impulsos afetivos.
Não se reconstroem essas amizades.
Seria inútil plantar um carvalho na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas.

Assim vai a vida.
A princípio enriquecemos.
Plantamos durante anos, mas os anos chegam em que o tempo destrói esse trabalho, arranca essas árvores.
Um a um, os companheiros nos tiram suas sombras.
E aos nossos lutos mistura-se então
A mágoa secreta de envelhecer…

Antoine de Saint-Exupéry