A lenda do fio vermelho

Compartilho esta lenda para reflexão. Extraída do site ContiOutra:


Há uma antiga lenda oriental que diz que as pessoas que estão destinadas a se conhecerem têm um fio vermelho invisível amarrado a seus dedos. Este cordão os une por toda a eternidade, independentemente do tempo e da distância.

Não importa que duas pessoas que estão predestinadas demorem a se conhecer, nem importa que hoje elas vivam cada uma em um canto do mundo, o fio se estirará e se encolherá o quanto for necessário. Mas nunca, nunca, vai quebrar.

De acordo com essa crença, o nosso fio vermelho tem estado conosco desde o nosso nascimento e sempre nos acompanha, apesar do fato de que, com o passar dos anos, ele se enrole e desenrole de forma pontual.

“Há muito tempo atrás, um imperador descobriu que em uma das províncias do seu reino vivia uma bruxa muito poderosa, que tinha a habilidade de ver o fio vermelho do destino e então ordenou que a trouxessem à sua presença.

Quando a bruxa chegou, o imperador ordenou que ela procurasse a outra extremidade do fio que ele levava atado ao dedo mindinho e o levasse para o que seria sua esposa. A bruxa concordou com este pedido e começou a seguir e seguir o fio.

Essa busca levou-os a um mercado, onde uma pobre camponesa com um bebê nos braços oferecia seus produtos. Quando chegou a esta camponesa, parou frente a ela e convidou-a a se levantar.

Ela fez o jovem imperador vir e disse: “Aqui termina o seu fio”, mas ao ouvir isso o imperador ficou irritado, acreditando que era um escárnio da bruxa, empurrou a camponesa que ainda carregava seu bebezinho em seus braços e esta caiu, fazendo com que o bebê ficasse com uma grande ferida na testa, ordenou aos guardas que detivessem a bruxa e cortassem a sua cabeça.

Muitos anos depois, chegou a época em que este imperador se casaria e sua corte recomendou que era melhor que ele se casasse com a filha de um general muito poderoso. Ele aceitou e o dia do casamento chegou.

E no momento de ver pela primeira vez o rosto de sua esposa, que entrou no templo com um lindo vestido e um véu que a cobria completamente … Quando ele levantou, viu que aquele lindo rosto tinha uma cicatriz muito peculiar na testa “.

Fonte: https://www.contioutra.com/a-lenda-do-fio-vermelho-emocione-se-com-esta-belissima-lenda-oriental/

Vivendo, amando e aprendendo

Você nunca poderá escolher a vida até aprender a perdoar. Você perdoa as pessoas que lhe fizeram mal aprendendo a perdoá-las. Pois, se não a fizer, carrega essas coisas nas costas como um peso morto e esse peso o derruba. Quando você aprender a perdoar, e quando reaprender a indulgência poderá cortar fora esse peso e todas as energias que você usa para controlar essas coisas, podem, agora, ser usadas para ajudá-lo a crescer e se tornar belo. Assim, não carregue o seu passado por aí, como um peso morto. Largue-o. aprenda com ele e largue-o.


– ‘Rir é arriscar-se a parecer tolo’. Bem, e daí? Os tolos se divertem muito.- ‘Chorar é arriscar-se a parecer sentimental’. Claro que sou sentimental. Adoro isso! As lágrimas podem ajudar.-“Procurar outro é arriscar-se a se envolver’. Quem é que está se arriscando a se envolver! Eu quero me envolver.- ‘Expor seus sentimentos é ariscar-se a mostrar o seu verdadeiro ser’. O que mais tenho para mostrar?- ‘Expor suas idéias e sonhos diante do povo é arriscar-se a ser chamado de ingênuo’. Ah, me chamam de coisas piores que isso.- ‘Viver é arriscar-se a morrer’. Estou pronto para isso. Não ouse verter uma lágrima se souber que Buscaglia explodiu pelos ares ou morreu. Ele o fez com entusiasmo.- ‘Esperar é arriscar-se ao desespero e experimentar é arriscar-se ao fracasso’. Mas os riscos têm que ser corridos, pois o maior risco na vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, não é nada e não se torna coisa alguma.

Pode evitar o sofrimento e a tristeza, mas não pode aprender, sentir, modificar-se, crescer, amar e viver. Acorrentado por suas certezas, é um escravo. Foi privado do direito de sua liberdade.Somente a pessoa que arrisca é verdadeiramente livre. Experimente e veja o que acontece.
Um começo.Cada dia eu faço um voto de não tentar resolver todos os problemas de minha vida de uma vez. Nem espero que você o faça.Para começar cada dia, vou procurar aprender uma coisa nova sobre mim e sobre você e sobre o mundo em que vivo, para poder continuar a experimentar todas as coisas como se tivessem nascido agora.Para começar cada dia, vou me lembrar de comunicar a minha alegria, bem como o meu desespero, para podermos nos conhecer melhor. Para começar cada dia, vou me lembrar de escutá-lo de verdade e procurar ouvir o seu ponto de vista, e descobrir o meio menos ameaçador de lhe dar o meu, lembrando-nos de que estamos ambos crescendo e mudando de cem modos diversos.Para começar cada dia, vou lembrar-me de que sou um ser humano e não exigir a perfeição de você até eu ser perfeito.Para começar cada dia, vou procurar estar mais ciente das coisas belas em nosso mundo.Para  começar cada dia, eu me lembrarei de estender a mão e tocar em você delicadamente, com meus dedos. Pois não quero deixar de senti-lo.Para começar cada dia vou dedicar-me novamente ao processo de ser amante, e depois ver o que acontece.


Você é uma dádiva de Deus. Portanto, faça você nascer. Permita que você saia. Livre-se de todas essas idéias auto destruidoras, que provocam o fracasso do ser com relação aos outros, que impedem que você e eu nos juntemos. Aprenda a confiar de novo. Aprenda a perdoar. Aprenda a acreditar que sou mais igual do que diferente de você.Não sei onde é que você me coloca, mas acredite, não estou em outro lugar que não onde você está. Estou igualmente confuso. Igualmente só. Igualmente desesperado. Choro tanto quanto você. Não tenho mais respostas do que você. Apenas parei de fazer as perguntas. Estou envolvido no processo. Nem sequer peço mais respostas. Penso apenas que é uma coisa maravilhosa de ser.
Se estiver aborrecido, se estiver com medo, se não gostar da vida que leva, saia dessa!Quem disse que você tem que ficar aí?Contanto que o seu coração e sua mente estejam funcionando e o seu espírito animado, pode adotar a vida que quiser.Pode escolher. Crie uma nova. A partir de amanhã as coisas vão ser diferentes. E depois, faça acontecer, pois só acontece em atos. Falar sobre alguma coisa é apenas o começo. A percepção é apenas a metade da solução. O resto é sair e fazer.


Não se iluda comigo.Quero que você saiba como você é importante para mim, que você pode ser o criador da pessoa que está em mim, se o quiser. Só você pode derrubar o muro atrás do qual eu tremo. Só você pode ver por trás de minha máscara. Só você pode libertar do meu mundo de sombras, do pânico, incerteza e solidão. Portanto, por favor, não deixe de me levar em conta. Sei que não será fácil para você. Uma convicção de indignidade constrói muros fortes. E quanto mais você se aproximar de mim, mais cegamente eu poderei repeli-lo. Sabe, parece que luto contra a própria coisa de que mais preciso.Mas dizem-me que o amor é mais forte que os muros e aí reside a minha única esperança. Portanto, derrube esses muros com suas mãos firmes, mas delicadas, pois a criança em mim é muito sensível e não poder crescer atrás de muros. Portanto, não desista. Preciso de você.
Uma pessoa que se ama diz “sim” para a vida, “sim” para a alegria, “sim” para o conhecimento, “sim” para as diferenças. Sabe que todas as coisas e todas as pessoas têm algo a lhe oferecer, que todas as coisas estão em todas as coisas. Se “sim” for muito ameaçador, tenta “talvez”.


“Falar” é maravilhoso, mas “fazer” pode ter uma força ainda maior.Tive um professor budista, há muitos anos, que me ensinou que “saber e não fazer é ainda não saber”.

Leo Buscaglia

TOADA DO LADRÃO


A mim não me roubaram
Porque eu nada tinha.
Mas roubaram tudo
À minha vizinha.

Vejam os senhores:
Roubaram-lhe a ela
A filha mais grácil,
A filha mais bela.

Nem na sua casa,
Nem na freguesia,
Sequer no concelho,
Melhor não havia.

Prendada, bonita…
E depois… uns modos
De matar a gente,
De prender a todos.

Dizia a vizinha
Que era o seu tesoiro;
Que valia mais
Que a prata e que o oiro.

Que a não trocaria
Por coisa nenhuma;
Que filhas assim
Só havia uma.

Pois hoje um ladrão
Que há muito a mirava
Entrava-lhe em casa
Para sempre a levava.

É a minha vizinha
Dona de solares
E de longas terras
Com rios e pomares.

E de jóias raras
Que ninguém mais tinha,
Ei-la num instante
Pobrinha… pobrinha…

(Tem pomares ainda,
Tem jóias, tem oiro…
Mas de que lhe servem
Sem o seu tesoiro?)

– Vizinha e senhora,
Não me queira mal!
Se há ladrões felizes
Sou o mais feliz
Que há em Portugal.

Sebastião Gama