Dedico com amor 

Dedico com amor 

(Escrito por Gustavo Rocha em 24 de Outubro de 2021, um domingo ensolarado na capital dos gaúchos)

O sol iluminou a casa,

Trazendo prelúdio de bom dia!

Afirmando aos quatro cantos,

Que será um domingo de alegria;

Aquecendo o coração de bondade,

Esquentando o corpo com sagacidade,

Sol… Domingo… Poesia… Amor… Verdade!

E a nós,

O sol reserva a mesma sorte:

Duvida?

Sente-se ao sol alguns instantes,

Sinta a sua energia vibrante,

Seu calor pululando no teu corpo,

Transformando os sentimentos num instante!

O mesmo que desejo para ti:

Aproveite a vida a cada instante,

Vibre com conquistas e aprenda nos erros,

Seja intenso no que te faz bem,

Na metamorfose ambulante que a vida é neste vai e vem!

Com meu carinho, calor e verdade,

Assino estes versos com vontade,

Sou Gustavo Rocha, poeta, consultor, pensador,

És para mim inspiração de bom dia, que dedico com amor!

Sabe-me a boca a nada

Sabe-me a boca a nada.

Sabe-me a boca a sombra.

Bebi a madrugada porque ela me deslumbra.

Matei a minha sede.

Esqueci a minha fome.

Soletrei as sílabas molhadas do teu nome.

E os pássaros que adejavam a luz do teu sorriso eram mais, muito mais do que é preciso para aninhar na minha carne a tua história, rainha das perguntas, princesa da memória.

Um dia hei-de servir-te palavras divertidas e colherei de um campo verde margaridas.

Beijarei tuas mãos, teus peitos, tuas ancas que cobrirei depois com essas flores brancas.

Farei muito amor contigo até de madrugada, até que a boca saiba a sombra e saiba a nada.

E tudo há-de depois recomeçar do zero.

Beberei de novo a madrugada em desespero, mas antes, gravarei, num dia como este, o meu e o teu nome na casca de um cipreste para que fique nesse tronco assinalado que o futuro tem presente e tem passado.

E então, minha rainha, princesa, meu amor, já podemos ir desta pra melhor.

Joaquim Pessoa

Confissão



À espera da morte
como um gato
que saltará sobre a
cama

Sinto terrivelmente por
minha esposa

Ela verá este
corpo
duro e
branco

Vai sacudi-lo uma vez, depois
quem sabe
outra:

“Hank!”

Hank não
responderá.

Não é minha morte o que
me preocupa, é minha mulher
abandonada com este
monte de
nada.

Quero
no entando
que ela saiba
que todas as noites
dormindo
ao seu lado

Que mesmo as discussões
inúteis
sempre foram
esplêndidas

E que as palavras
difíceis
que sempre temi
dizer
podem agora ser
ditas:

Eu te
amo.

Charles Bukowski