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Um claro e obscuro caminho

Concordo com o poeta Joaquim Pessoa: A poesia pulsa, vibra e quando vem, muda o mundo, seja o nosso, seja de quem nos cerca!

UM CLARO E OBSCURO CAMINHO

*

“El canto de todos que es mi propio canto”.

(Violeta Parra)

Não posso preparar-me para o acto de escrever.
E, se pudesse, não saberia sequer que direcção
seguir. Estou mais perto que nunca de mim, sem
saber de mim. E escrevo. Torno-me parte da escrita
e passo a pertencer à incomensurável tribo das palavras,
ao país da fala. Vou pela linguagem como descendo
um rio, e então tudo acontece sem que eu saiba o que
vai acontecer. Escrever poesia é uma surpresa, não
um hábito. Sou tomado de assalto pelos versos,
mas sou eu que acendo neles a luz das sílabas para
comemorar, assim, o poema que ofereço intacto à
página, esse espaço agora iluminado na arquitectura
do livro. Mas só depois o leio. E só depois o sinto.
E sinto, então, que o canto não é meu É o canto
de todos, que é o meu próprio canto.

Joaquim Pessoa In QUE NOME DAR A ESTE LIVRO?, a publicar
pela Editora Edições Esgotadas.

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!


Gustavo Rocha
Blog do Gustavo Rocha – PensarFazBem
gustavo@gustavorocha.com | (51) 98163.3333 |www.blogdogustavorocha.com.br

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