Os sentimentos alheios

Os sentimentos alheios

 

Em tempos em que a ordem é produzir, conquistar mercado, superar o concorrente, algumas atitudes verdadeiramente surpreendem.

É comum entrarmos em lojas e observarmos a ansiedade do atendente, quando se pede para ver outro produto e outro mais.

Se acompanharmos o seu olhar, possivelmente descobriremos que ele se dirige ao cliente em potencial, que adentra a loja.

Cliente que tem seu perfil rapidamente identificado, na mente do funcionário, conforme esteja vestido, sua postura diante da vitrina olhando esse ou aquele artigo.

É um mundo apressado, em que parece que todos desejam usufruir do que está para vir esquecendo-se do presente, do que está ocorrendo.

Por isso mesmo, frisamos, algumas atitudes nos causam surpresa.

Como o caso daquela mãe que levou o filho ao Walt Disney World Resort. Fã da animação Toy Story, depois de muito se divertir, o garoto ganhou o Slinky, o cachorro-mola.

Como toda criança que tem nas mãos o objeto da sua idolatria, não o largou mais: enquanto dormia, enquanto passeava, enquanto se alimentava.

Findo o período de férias, deixaram o hotel e se encaminharam para o aeroporto.

No carro, foi dada a falta do Slinky. Onde estava? Em certo momento, ele fora esquecido dentro de uma loja, enquanto pai e filho se divertiam com os brinquedos.

A mãe fez alguns telefonemas e, para consolar o filho disse que, como os personagens Buzz e Woody, no filme, o Slinky, possivelmente, haveria de encontrar o caminho de casa.

Quando, afinal, chegaram em seu lar, receberam uma ligação da loja. O cachorro-mola fora encontrado.

De imediato, a mãe perguntou quanto custaria para enviá-lo via postal.

Os funcionários responderam que não custaria nada e que o Mickey estava tomando todas as providências.

Somente haveria que ter paciência porque demoraria uns dez dias para Slinky chegar.

Quando, finalmente, a encomenda foi entregue, nova surpresa. Uma carta esclarecia o sumiço de Slinky: Parece que ele não estava pronto para o fim da viagem! Nós o encontramos brincando com alguns amigos.

Esperamos que você não se importe, mas eles queriam acompanhar o Slinky na viagem para casa.

E quando o garoto abriu o pacote lá estava o cachorro com seus amigos: o boneco do Woody e mais alguns soldadinhos.

*   *  *

Quando alguém, em meio aos seus tantos afazeres e interesses comerciais, faz um staccato para se preocupar com um brinquedo esquecido, em momento de distração, é algo que nos fala que este mundo está, sim, melhor a cada dia.

O importante, em verdade, não era o brinquedo, que poderia, quem sabe, em outro momento, em outra viagem, vir a ser substituído. Eram os sentimentos da criança que envolviam aquela perda.

E exatamente nisso é que pensaram os funcionários e gerente daquela loja.

Por isso, se esmeraram em tudo providenciar e até alimentar um tanto mais a fantasia da criança, inventando uma historinha.

Oxalá fôssemos todos nós assim. Preocuparmo-nos com os sentimentos do outro, criança ou adulto.

Quantas vezes dizemos que certas atitudes são pura tolice. Perda de tempo.

E, no entanto, se constituem em pequenos gestos que produzem felicidade, que alegram o coração de uma criança, felicitam um adulto, tornam um dia inigualável…

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, a partir
de nota colhida na Internet.

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