A força da rosa

Nada tem a força de uma rosa. Uma fresca rosa levantando o rosto contra as veias da terra, contra o escuro outono.
Uma rosa de força, de sangue, de coragem. Nada tem este olhar das casas debruçadas no sangue, respirando a liberdade que nasce à beira deste campo, no corpo aberto, na inteligência dos insetos, no grito branco das árvores, construída com a pele das cidades e do medo, batendo nos pulsos quentes da coragem.
Nada me basta, um corpo, um livro, se a nudez de uma rosa preenche a eternidade. (…)

Joaquim Pessoa, em “A Morte Absoluta”

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