A TARTARUGA AVIADORA

A TARTARUGA AVIADORA 
Por Lá Fontaine 
Adaptação 
Nicéas Romeo Zanchett 
                    Um certo dia, uma tartaruga encontrou-se com dois patos emigrantes. Ficou horas admirada, ouvindo-lhes contar suas grandes viagens pelo mundo a fora. 
                    Vocês é que são felizes, dizia a tartaruga, suspirando resignadamente. Eu também gostaria de viajar, mas ando muito devagar. 
                     – Por que não nos acompanha? Vamos correr o mundo a três… disse um dos patos. 
                     – Como poderei ir, se não sei nem ao menos andar depressa pelo chão, quanto mais voar por essas alturas e distâncias? 
                     – Podemos ajudá-la, fazendo como os aviadores. Nós seremos os pilotos e você irá como passageira. 
                      – Mas, meus amigos, onde está o avião? 
                      – Não se preocupe. Nós arranjaremos tudo, já! 
                      Pegaram um pau roliço e comprido, e mandaram que a tartaruga se dependurasse nele, com a boca, fortemente. Em seguida cada um  pegou uma das pontas do bastão. E lá se foram pelos ares, batendo as asas compassadamente e levando a feliz tartaruga. 
                     – Segure-se bem, “agarre-se” com força, comadre tartaruga!, gritou um dos patos. A viagem é comprida!… 
                     La da terra, os animais e as pessoas, admiradas, erguiam a cabeça, fixavam bem os olhos; estavam espantados por ver uma tartaruga voando. 
                     – Olhem, olhem, gritam alguns deles, apontando para o céu. Nunca tinha visto uma tartaruga voar! Aquela deve ser a rainha das tartarugas!… 
                    E todos riam gostosamente. 
                    A tartaruga voadora, sentia-se orgulhosa por ser admirada. 
                    – Sou mesmo a rainha, ia respondendo a ingênua tartaruga, mas não chegou a pronunciar nem a primeira silaba, porque, ao abrir a boca, soltou-se do bastão e caiu como um raio, espatifando-se no chão. 
                    Os patos continuaram seu voo, porque é o que mais sabem fazer. E ficaram comentando: 
                     – Da próxima vez que trouxermos alguém que não sabe voar, é melhor providenciarmos um paraquedas. 
.
MORAL DA HISTÓRIA: 
          Quando tentamos fazer algo para o qual não estamos preparados, podemos nos dar muito mal. Como se diz: ” cada macaco no seu galho”. 
Nicéas Romeo Zanchett 

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