Tua falta

Como a farpela que diariamente me veste
cobres -me a alma com a falta de ti
Semeias-me na pele o toque das tuas mãos
e desapareces de mim sem deixar encalço
Perdura unicamente comigo o cheiro de um campo, talvez de girassóis
num universo interminável de pólenes e do meu corpo solitário
Tento abraçar o rasto animado e quente do sol
para preencher a falha do teu abrigo…

Deixas o meu coração caótico e desordenado…

Maria Nóbrega

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