Quintana, quimeras, quisera

Meu amor,

Li a poesia do Quintana:

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Mario Quintana

 

Pensei quimeras, pois és para mim o pássaro e a pura poesia;

És o doce e o sabor da minha língua;

És a minha essência, a minha vida divina…

 

E disse a mim mesmo: Quisera que ela, minha doce e amada bela,

Sempre em mim tão sincera, forte e esperta,

Estivesse ao meu lado neste instante, como alimento de um pássaro faminto,

Como alimento de mim mesmo, admito.

 

Do teu,

 

Gustavo Rocha

 

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.