A história de uma folha

Quando criança sempre gostei de ler e lia livros diferentes de outros adolescentes/aborrecentes: Eu lia Leo Buscaglia, Erich From, Roberto Shinyashiki, entre outros.

Divido com vocês o texto “A história de uma folha” escrito por Leo Buscaglia. Com atenção, vocês perceberão que é um lindo resumo de como a vida é na sua essência, valores que podemos e devemos ter/perceber.

A HISTÓRIA DE UMA FOLHA
LEO BUSCAGLIA

Era uma vez uma folha, que crescera muito. Surgira na primavera, como um pequeno broto num galho grande, perto do topo de uma árvore alta. A folha estava cercada por centenas de outras folhas , iguais a ela. Ou pelo menos parecia. Mas não demorou muito pra que descobrisse que não havia duas folhas iguais, apesar de estarem na mesma árvore.

Todas haviam crescido juntas. Aprenderam a dançar à brisa da primavera, a se esquentar ao sol de verão, a se lavar na chuva fresca…

Os passarinhos vinham pousar nos galhos e cantar, havia sol, lua, estrelas, tudo….
As pessoas íam ao parque, sentar à sombra da árvore, no verão. E esse é o propósito da árvore – uma razão para existir!

Tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão de existir. Proporcionar sombra aos velhinhos, oferecer um lugar fresco para as crianças brincarem. Abanar as folhas como brisa…

E assim o verão foi passando. A folha admirava tudo, olhava tudo…

E chegou o frio. A folha ficou assustada, nunca sentira frio, e todas as outras folhas estremeceram com o frio, ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol.

Foi a primeira geada… O inverno viria em breve.

Quase que imediatamente, toda a árvore se transformou num esplendor de cores. Quase não restava nenhuma folha verde. Amarelo, laranja intenso, vermelho ardente, dourada. Um arco íris de folhas!

E porque ficaram diferentes?

Por que tiveram experiências diferentes, receberam o sol de maneira diferente, projetaram sombras de maneira diferente. Era o outono chegando…

E a mesma brisa que, no passado as fazia dançar, começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada. Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa, reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo. E é isso que acontece no outono, algumas pessoas chamam de morrer…

E a cada folha que caía, a árvore ía ficando despida. Como se cada folha fosse morrendo… E elas voltam na outra primavera? Mistério… Talvez não, mas a vida volta. E qual a razão para tudo isso?

A razão das folhas é dar sombra, brisa… e quando caem, elas dão força para as árvores, como se entrassem em suas raízes. As folhas “voltam” dando vida novamente.

A folha caiu… não sabia que se juntaria com a água e serviria para tornar a árvore mais forte.

E, principalmente, não sabia, que ali, na árvore e no solo, já havia planos para novas folhas na primavera.

 

Desejo que a reflexão deste texto seja especial para vocês como é para mim, que recordo da primavera na casa da minha vó, lendo livros do Leo Buscaglia, pensando em como a vida poderia ser como uma folha de uma árvore que via pela janela…

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

Blog do Gustavo Rocha – PensarFazBem

gustavo@gestao.adv.br  |  (51) 8163.3333  |  www.blogdogustavorocha.com.br

Um pensamento sobre “A história de uma folha

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