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Por que?

Recebi o texto abaixo, que compartilho:

“Tu vais andando com a tua xícara de café… E de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café  por todo o lado.

Por que tu derramaste o café?

Porque alguém me empurrou!

✔ Resposta errada!

Derramaste o café porque tu tinhas café na caneca.

Se tu tivesse chá… Tu terias derramado chá.

O que tu tiveres na xícara é o que vai se derramar.

Portanto… Quando a vida te sacode o que tiveres dentro de ti… Tu vais derramar.

Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior. 

Sempre sai a verdade à luz.

Então, terás que perguntar a si mesmo. O que há na minha caneca?

Quando a vida ficar difícil… O que eu vou derramar?

Alegria… Agradecimento… Paz… Bondade… Humildade?

Ou raiva… Amargura… Palavras ou reações duras?

Tu escolhes!

Agora… Trabalha em encher a tua caneca com gratidão… Perdão… Alegria… Palavras positivas e amáveis… Generosidade… E amor para os outros.

O que estiver na tua caneca, tu és o responsável.

E olha que a vida sacode. 

Às vezes sacode forte.

Sacode mais vezes do que podemos imaginar…”

Recebido do amigo Stanley Frazão 

Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/menina-andar-urso-de-pelúcia-447701/

Carência

Todos os anos o principal mecanismo de busca da Internet apresenta um ranking dos assuntos e perguntas mais frequentes naquele período.

Em 2019, uma questão chamou a atenção. Na categoria do Como fazer, o terceiro lugar no Brasil ficou com a seguinte pergunta:

Como fazer para que as pessoas gostem de mim?

É no mínimo curioso fazermos esse tipo de pergunta para um mecanismo de busca, um mecanismo de pesquisa online.

O que esperamos encontrar como resposta? Que tipo de conselhos? Existem respostas prontas? Receitas? Tutoriais sobre o tema?

O mais fascinante é que as respostas estão lá e são muitas…

Uma delas incentiva que copiemos gestos e expressões das outras pessoas. Numa conversa, o tal efeito camaleão, segundo alguns, ajuda fazer com que as pessoas gostem mais de nós.

Consta da lista de sugestões também fazer elogios, manter o bom humor, admitir seus defeitos, sorrir, contar segredos e muito mais.

Outras correntes falam que precisamos ser engraçados e que, em qualquer conversa, precisamos nos interessar pelo outro, pois o outro só quer ouvir falar dele mesmo.

E assim desfilam em milhares de páginas as dicas, truques, lições etc.

Se lermos e estudarmos bem tudo aquilo saberemos perfeitamente como fazer para que as pessoas gostem mais de nós.

Será?

Precisamos, antes de tudo, entender o que está por trás dessa pergunta tão urgente nos nossos corações.

Queremos pertencer, ser notados, ser amados e aceitos. Estamos carentes. Somos, em grande parte, carentes afetivos, que buscamos lá fora o alimento definitivo para saciar nossas necessidades iminentes.

Nosso amor próprio não é suficiente para nos dar o sustento diário. Aliás, temos pouco ou quase nenhum, por isso precisamos sair pelo mundo em busca de quem nos ame, nos compreenda, nos preencha as carências da alma.

A vida em sociedade é fundamental, é claro. Crescemos juntos e a convivência nos ensina muito, porém, a conquista do amor é uma jornada que devemos realizar de dentro para fora.

O que nos fará mais ou menos felizes não será o amor que recebermos do mundo, mas o amor que dermos. E só podemos dar amor se o construirmos dentro de nós.

Assim, amar a nós mesmos deve estar sempre entre as metas primordiais da existência humana, ao lado do amor ao próximo, pois um alimenta o outro e ambos constroem, com segurança e sabedoria, o amor ao Criador.

*   *   *

Que importa que o mundo não nos entenda, não nos compreenda, não nos enxergue.

Que importa que os aplausos não soem para nós, que os desejos não nos tenham como centro.

Nosso compromisso é com o bem, nosso compromisso é com o Pai. Sejamos, assim, autênticos, discretos e sem temor.

Amemos, sem esperar retorno. Doemo-nos, sem esperar pagamento.

O amor cresce na alma que se alimenta do bem que faz, e não do bem que recebe.

Na expressão de Francisco de Assis, sintetizada na prece concebida no início do século XX, é melhor amar que ser amado, porque é dando que se recebe.

Preciosa síntese.

Redação do Momento Espírita.

https://pixabay.com/pt/photos/luz-l%C3%A2mpadas-esperan%C3%A7a-brilho-2156209/

Trova do isolamento

Estamos há mais de 30 dias em isolamento,

Embora não possa afirmar seja este o único sentimento,

Pois habita no meu peito,

Amor, verdade e respeito.


E, nestas, pleno de significado,

Desejo declarar o essencial derradeiro,

Que pulsa em verso, poesia e canto:

Desejando bom dia de hoje com afeito!



Posto que a distância é realidade,

Sem descuidado da saúde é verdade,

E menos ainda do que brota nas entranhas profundas da existência:

Saudade de convivência!


Então, lanço meu apelo,

Seja por mensagem, sinal de fumaça ou outra comenda,

Sejamos a latência de nossas entranhas,

Exaltando o cardíaco em letras e pujança!


E na medida destas palavras,

Deixo meu bom dia desmedido,

Carinho, abraço e um desejo ao pé do ouvido:

Te cuida vivente!

Te quero feliz e contente,

Até o Patrão Velho nos deixar conviver novamente!


Está foi a Trova de isolamento escrita por Gustavo Rocha em 05 de Maio de 2020, para deleite daqueles que palpita o sentimento.

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!
Gustavo Rocha
Blog do Gustavo Rocha – PensarFazBem
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