Saudade

Saudade apertou no meu peito,
Volição de um abraço,
Um aperto real e não virtual,
Sincero, desmedido e palpável;

Saudade de estar aglomerado,
De um beijo estalado,
De amigos ao lado,
Saudade de viver sem se preocupar com porquês.

Meu bom dia acompanha esta saudade,
Deixa um abraço gostoso e apertado,
Um beijo estalado,
E uma vontade de estar ao teu lado;

São palavras, eu sei,
Entretanto carregam o meu ser,
Meu bem querer,
E sobretudo, quem sou pra valer;

Recheadas de sentimentos,
Abarrotada de desejo,
Quiçá se resumem num único verbo:
Amar;

Amar com vontade,
Amar sem os pudores da vaidade,
Amar sem se preocupar com reciprocidade,
Amar, na acepção da palavra verdade:

Amor, amizade, bom dia, sinceridade,
Meu sentimento para ti em absoluto,
De querer o presencial sem esquecer pelo menos do virtual,
Neste bom dia pra lá de especial!

Escrito por Gustavo Rocha em 26 de Abril de 2021

Quanta poesia tem no teu bom dia!

Quanta poesia tem no teu bom dia!
Que invade a minha essência,
Ilumina minha alma,
E quer ser parte da minha vida?

Palavras doces e verdadeiras,
Alumiam cada escuridão,
Acalentam meu corpo e volição,
Volúpia própria da paixão;

Traduzem um pouco de si e do seu contexto,
Dizem quem és e o que pulsa pujante no seu seio,
Entranhas que bendizem teu nome e verso,
Bom dia! Ah! Como te espero!

Não és diário, nem por isto menos importa,
Tem a medida certa da hora:
Quando o poema nasce no coração,
A escrita o transforma em sedução;

E nestes versos rimados em poesia,
Transmuto meu sentimento em uníssono:
Bom dia eu te dou com todo meu carinho!
Bom dia eu recebo ao me doar a ti, com todo meu alinho.

Escrito por Gustavo Rocha e enviado em 30 de Abril de 2021

O valioso tempo dos maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

á não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

(Ricardo Gondim)