Merecido descanso…

Mais um final de ano se aproxima, momento de recarregar as baterias, para que 2016 seja pleno em toda sua alegria!

Assim, no período de 15 de Dezembro à 15 de Fevereiro estaremos em férias.

Neste momento aproveita para ler nossos textos publicados e curtir a nossa página.

Voltaremos após o carnaval com muito mais paixão, amor e vida!

Boas festas!

Um excelente início de 2016!!!!

 

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!

Gustavo Rocha

Blog do Gustavo Rocha – PensarFazBem

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Poema XXIII

Poema XXIII

Vou dar-te todos os beijos antes de morrer.
Comer o ar. Subir pela montanha onde nascem
os mirtos e a música. Ouvirás as últimas palavras de um moribundo
falando do muito que passámos, sem contabilizar nem erros nem sucessos,
apenas pegando a tua mão como tocando a pata de um cachorro ferido.

Não posso esperar por amanhã para dizer que te amo,
a morte não é uma execução, não tem data marcada
mas faz chantagem com a vida. E o amor
é o único antídoto para o medo quando
morrer ou perder querem dizer a mesma coisa.
Tudo nos aconteceu porque quando nos amamos tudo nos pode acontecer
e “tudo aconteceu muito depressa” porque no amor tudo acontece muito depressa,
mas sempre nos olhámos nos olhos, por vezes como fera e domador.
Por pouco não passámos na vida sem nos ver, sem nos tocar,
embora considere hoje isso impossível. E no dia
em que afirmámos “até que a morte nos separe” deveríamos
ter dito: até que a vida nos separe. Por isso,
te quero dar todos os beijos antes de morrer, gastar
a minha boca na tua como se gastam as horas de uma vida inteira
para que a música esteja sempre presente e não haja necessidade de despedir-me ou dizer obrigado.

Ajudaste-me a perceber muitas coisas.
Quero fazer contigo uma última digressão pela vida
sem ter de perguntar “o que se passa connosco”. Gostava
de começar de novo, a partir de agora, a partir do meio.
Afinal, meu amor, os meios são bons
para atingir o fim.

*

Joaquim Pessoa in O POUCO É PARA ONTEM, Litexa, 2008

Pra pensar

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa